O motor rugia sob minhas mãos, e o silêncio entre nós era ensurdecedor. Helena estava ao meu lado, rígida, os olhos fixos na estrada, sem me olhar. Eu apertava o volante com força, tentando controlar a raiva e o ciúme que ainda queimavam dentro de mim.
Cada lembrança da pista de dança me corroía. Ver Di Paolo segurando-a, sorrindo para ela, como se tivesse algum direito... aquilo me cegou. Eu não pensei, apenas agi. E agora, no carro, percebia o peso da minha brutalidade.
— O que você pensa que