O salão estava tomado por luzes e música, o cheiro de vinho caro misturado ao perfume das mulheres. Di Paolo havia caprichado: mesas fartas, músicos ao vivo, e todos os olhares voltados para nós quando entramos. Eu sentia o peso de ser observado, mas o que mais me incomodava era perceber como os homens não escondiam a admiração por Helena.
Ela caminhava ao meu lado, elegante, deslumbrante, e cada olhar que pousava nela me feria como uma lâmina. O ciúme me corroía, mas ao mesmo tempo havia orgulho. Era minha esposa, e todos sabiam disso. Ainda assim, eu não conseguia ignorar o tremor leve em sua mão quando a segurei.
Sofia sorria, conversava com conhecidos, mas Helena permanecia séria, apenas trocando palavras ocasionais. Eu a observava em silêncio, lembrando da noite anterior, do calor da pele dela, das lágrimas que me marcaram mais do que qualquer prazer. Aquilo me confundia: não sabia se queria protegê-la ou afastá-la de mim.
E então, como um golpe inesperado, vi Lívia surgir n