A luz da manhã atravessava as cortinas, e por um instante eu quis acreditar que nada havia mudado. Mas ao olhar para Helena, deitada ao meu lado, percebi que tudo estava diferente. O corpo dela ainda carregava minhas marcas, e o silêncio entre nós era mais eloquente do que qualquer palavra.
Passei os dedos pelos cabelos dela, devagar, tentando memorizar cada detalhe. Eu sabia que a tinha ferido, mas também sabia que, naquela noite, ela se entregara. Não por amor puro, nem por submissão, mas po