APRIL
— Maria Eduarda, onde está minha menininha?! — A voz do meu padrinho ecoa pelo hospital, carregada de desespero. Ele chega apressado, os olhos arregalados, a respiração ofegante. Provavelmente, minha mãe ligou para ele dizendo que eu estava à beira da morte.
— Dindoo! — Corro até ele e o abraço com força, como se precisasse daquele contato para me manter de pé.
O abraço dele é esmagador. Por um instante, me falta o ar, mas eu não me importo. O cheiro dele me traz conforto, segurança.
— Gr