Marco
Esperei até a casa adormecer.
Teresa já tinha se recolhido, as luzes do corredor estavam apagadas e só o abajur do quarto lançava uma claridade suave, suficiente para não nos escondermos um do outro. Luna estava recostada entre travesseiros, o corpo ainda pedindo cuidado, mas os olhos atentos demais para alguém que pretendia dormir.
Eu me sentei na poltrona primeiro.
Não porque fosse mais confortável, mas porque precisava de distância para começar.
— Eu prometi que contaria — disse, sem r