Luna
Quando acordei de vez, a primeira coisa que reconheci foi a presença familiar.
Não precisei olhar para saber que meus pais estavam ali. O jeito como minha mãe ajeitava o lençol com cuidado excessivo, a respiração calma do meu pai sentado perto da cama, o silêncio atento do Rafael encostado na parede, como se qualquer movimento brusco pudesse me quebrar outra vez.
Abri os olhos devagar.
— Oi — murmurei.
Minha mãe sorriu, com os olhos marejados, antes de falar:
— Oi, meu amor.
Marco estava a