A madrugada na mansão Medici era densa, envolta em um silêncio que pesava mais do que a escuridão. No quarto onde as irmãs tentavam descansar, o ar parecia ter ficado irrespirável. Luna revirava-se entre os lençóis de seda, sua pele antes pálida agora queimava com uma febre emocional devastadora. O trauma daquela noite havia se manifestado fisicamente, transformando suas memórias em um pesadelo vívido onde as mãos de José ainda a alcançavam e o som do disparo contra a tia Maria ecoava em loop