A luz da manhã filtrava-se pelas pesadas cortinas de veludo, desenhando faixas douradas sobre o edredom de seda. O caos da noite anterior parecia pertencer a outra vida, a um mundo distante que não tinha permissão para entrar naquele quarto.
Vincenzo não se moveu. Ele permanecia deitado de lado, observando Luna com uma intensidade serena. Sua mão grande e calejada movia-se em um ritmo lento, traçando carícias quase imperceptíveis nos ombros dela, subindo até a nuca e perdendo-se entre os fio