Acordei antes dele. Não por hábito, mas porque meu corpo ainda tentava processar o que havia acontecido nas últimas horas. Por um segundo, permaneci imóvel, sentindo apenas o peso do colchão de seda e o calor sólido ao meu lado. Lorenzo ainda dormia. Isso, por si só, era um evento estranho. Ele não parecia o tipo de homem que se permitia baixar a guarda ou mergulhar em um sono profundo, mas ali estava ele: respiração estável, traços suavizados pela luz cinzenta da manhã, quase vulnerável. Quase