O mar é a primeira coisa que vejo quando o jato começa a descer, vasto, azul profundo, batendo contra falésias douradas sob o sol da Sicília. Não é o cinza pesado de Moscou, não há neve, não há gelo, apenas calor e luz demais para alguém acostumada ao inverno.
A Itália não parece fria, mas também não parece gentil.
Quando a porta do avião se abre, o ar quente me envolve de imediato, trazendo cheiro de sal, limão e terra aquecida. É um contraste violento com a Rússia, e, por um segundo, sinto co