O silêncio do quarto na Sicília era diferente do gélido isolamento da Rússia. Aqui, o ar cheirava a maresia e lavanda, uma combinação que deveria ser relaxante, mas que apenas mantinha meus sentidos em alerta máximo. Caminhei até o armário sem uma intenção real de abri-lo, mas as portas de madeira entalhada estavam entreabertas, como se o destino quisesse que eu visse o que havia lá dentro.
Parei abruptamente. O fôlego enganchou na garganta.
Não eram as minhas roupas. As peças que eu trouxera na