Os dias passavam em silêncio para James. Não o silêncio de sons, mas aquele mais incômodo — o silêncio interno, o que fazia tudo parecer distante e vazio. Ele seguia no automático. Acordava cedo, colocava o tênis e corria pelas ruas ainda adormecidas de Manhattan como quem tenta fugir da própria mente. Depois, se trancava no trabalho, mergulhando em planilhas, relatórios, reuniões e mais reuniões, como se o excesso de compromissos pudesse blindá-lo da dor que insistia em voltar no final do di