O silêncio da casa segura parecia mais pesado do que nunca. Mariana andava de um lado para o outro na pequena sala, os braços cruzados sobre a barriga, como se pudesse proteger o bebê do que ela mesma não conseguia enfrentar. O relógio na parede marcava 3h17 da manhã. Ela havia perdido as contas de quantas vezes olhara para ele, como se o tempo fosse trazer respostas. Mas tudo o que ele oferecia era o som seco dos ponteiros avançando.
Enzo dormia no quarto ao lado, mas até o sono dele parecia