CAPÍTULO 99 — ENTRE O MEDO E A VIDA
A sirene do trânsito noturno parecia distante, abafada, como se o mundo tivesse diminuído para caber só dentro do carro em movimento. Arthur dirigia com os olhos fixos na estrada, a mandíbula travada e o coração batendo tão rápido que parecia impedir qualquer pensamento claro.
Helena estava no banco ao lado, a mão buscando apoio na barriga, outra apertando o braço do banco. O rosto dela estava pálido, muito mais do que deveria estar, e isso fez algo dentro