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CAPÍTULO 92 — OS PRIMEIROS VENTOS DA TEMPESTADE
Helena sempre foi boa em identificar mudanças sutis. Um silêncio alterado, um olhar desviado, um telefonema que não fazia sentido — detalhes que normalmente ninguém perceberia, mas que para ela acendiam pequenos alertas internos.
E naquela semana, todos esses alertas apareciam ao mesmo tempo.
Não era nada concreto. Nada que pudesse apontar e dizer: “Aqui. É isso.”
Mas era algo… no ar.
Algo que estava começando a se mover.
Arthur também