CAPÍTULO 81 — O PRIMEIRO SINAL DE PERIGO
O retorno de Helena, Arthur e Téo ao cotidiano tinha sido mais doce do que qualquer um esperava. A lua de mel era agora uma lembrança quente e tranquila, e Téo não desgrudava deles desde que voltaram. O pai de Arthur parecia ainda mais entrosado, trazendo Téo para cima e para baixo, ajudando com pequenos cuidados e respeitando totalmente o espaço da família.
Mas em meio à calmaria… algo novo começava a se mover. Algo silencioso. Algo que ninguém ainda percebia — pelo menos, não conscientemente.
Naquela manhã, Helena deixava Téo na escola quando notou um carro parado do outro lado da rua. Não era incomum, muitas famílias tinham rotinas diferentes. Mas a maneira como a janela escura estava virada exatamente para ela fez seu estômago revirar por um segundo.
Ela ignorou. Pensou ser paranoia.
— Mamãe! — Téo chamou, já na porta da sala. — Te amo!
Helena sorriu e o abraçou mais forte que o normal.
— Também te amo, meu amor. Tenha um ótimo dia.