CAPÍTULO 57 — A LINHA TÊNUE ENTRE NÓS
A manhã seguinte à conferência parecia carregada de uma energia diferente, como se o ar estivesse mais denso — ou talvez fosse apenas Helena percebendo que, depois de tudo que aconteceu, não havia mais espaço para ignorar o inevitável.
Ela estava na sala de projetos reorganizando alguns documentos quando ouviu batidas leves à porta. Reconheceu o toque. Reconheceria sempre.
Arthur.
— Podemos conversar? — ele perguntou, com a voz baixa, quase cautelosa.