CAPÍTULO 57 — A LINHA TÊNUE ENTRE NÓS
A manhã seguinte à conferência parecia carregada de uma energia diferente, como se o ar estivesse mais denso — ou talvez fosse apenas Helena percebendo que, depois de tudo que aconteceu, não havia mais espaço para ignorar o inevitável.
Ela estava na sala de projetos reorganizando alguns documentos quando ouviu batidas leves à porta. Reconheceu o toque. Reconheceria sempre.
Arthur.
— Podemos conversar? — ele perguntou, com a voz baixa, quase cautelosa.
Helena respirou fundo antes de responder:
— Pode entrar.
Ele entrou devagar, como se temesse que qualquer movimento brusco pudesse afastá-la outra vez. E talvez realmente pudesse.
Os olhos dele estavam cansados. Mas também havia algo novo ali — determinação. Não aquela determinação impulsiva e ansiosa do Arthur que tentava resolver tudo sozinho. Era algo mais suave. Mais consciente.
— Eu queria te agradecer pela conferência — ele começou. — Você foi… brilhante.
Helena sorriu de canto, discr