Mundo de ficçãoIniciar sessãoCAPÍTULO 38 — ENTRE O MEDO E O DESEJO
Helena nunca gostou do silêncio — aquele silêncio denso, pesado, que parecia preencher todos os cantos de um ambiente como se quisesse sufocar alguém. Mas, naquela noite, era exatamente isso que cercava os corredores do apartamento enquanto ela arrumava a mesa para o café da manhã do dia seguinte. O relógio marcava quase meia-noite, e Theo já dormia profundamente, exausto depois de um dia cheio. Arthur tinha ido embora há pouco mais de uma hora, após insistir — de novo — que era “importante garantir que eles estivessem seguros”. Helena dizia que estava tudo bem, que ele já tinha feito mais do que suficiente. Mas ele não ouvia. Ou melhor, ele ouvia… só não aceitava. Arthur estava mudando. E isso era o que mais a assustava. Ela suspirou, largando o pano de prato sobre o balcão. Seus pensamentos estavam embaralhados demais: a ameaça do pai de Arthur rondava sua mente como sombra constante;






