CAPÍTULO 22 – Arthur
O frio da noite ainda estava grudado no meu paletó quando entrei no carro. Mas nenhum vento do lado de fora poderia ser comparado ao gelo que senti quando Helena fechou a porta — sem hesitar, sem tremer, sem demonstrar absolutamente nada.
Ela estava… inalcançável.
E, pela primeira vez na vida, eu entendi o que era não ter controle algum.
— Para onde agora, senhor? — meu motorista perguntou pelo retrovisor.
Eu não respondi de imediato. Apenas olhei pela janela, vend