CAPÍTULO 106 — O PRIMEIRO ATAQUE
A manhã começou com um silêncio estranho, um silêncio que anunciava mudanças. Arthur não havia dormido a noite inteira — passara horas analisando riscos, rota de fuga, segurança, alternativas. E, ao amanhecer, tomou a decisão.
Eles tinham que sair dali.
Quando Helena acordou, encontrou-o sentado ao seu lado, segurando sua mão como se fosse a âncora que o mantinha respirando.
— Arthur… o que houve?
Ele inspirou fundo.
— Nós vamos para o sítio do meu pai. Hoje.
Helena ergueu o tronco, surpresa.
— Hoje?
— Eu não quero esperar para ver o que eles estão preparando — disse ele, sério. — Marcos e Camila estão se movimentando. Eu sinto. Está tudo rápido demais, coordenado demais… E com você grávida…
Ele não terminou a frase. Apenas passou a mão pelo rosto dela com carinho.
Helena pousou a mão sobre o próprio ventre.
— Se você acha que é o melhor…
— É o mais seguro — Arthur respondeu. — E eu prefiro que você reclame de barulho de galinha do que co