Mundo ficciónIniciar sesión— Podes entrar. — Dou permissão para quem quer que seja dos rapazes, falando baixinho, mas continuo a deslizar a mão pela manta escura de cabelo preto por cima do meu outro braço.
— Irmão, devias estar a descansar. — Fala Tony com um sorriso brincalhão ao abrir a porta para Fred entrar, porém meu sorriso morre ao ver Tatiane ainda por ali, saraquitando pela minha casa.
—Deixa-o estar, desde que esteja deitado já é uma vitória. — Resmunga Fred talvez recordando todas as vezes que foi obrigado a injetar algum calmante para me fazer parar e recuperar de uma lesão.
— Conversaste? — Questiona Tony pegando na manta e pousando por cima do corpo pequeno de Emma, que dorme aninhada em cima do meu peito, toda enroscada em seu próprio corpo.
— Mais ou menos. Ela adormeceu no meio da conversa. — Digo parando de mexer o braço direito para que Fred possa injetar o antibiótico.
— Ela não devia estar aí. — Fala Tatiane como se fosse minha chefe ou algo do género na minha equipa técnica.
— Wagner, não vê problemas, vais tu ver, garota? — Questiono baixo sem querer acordar Emma.
— Ela pode acabar por prejudicar alguma das lesões, além que não a conhecemos. — Diz cruzando os braços e seu olhar para a mulher em meus braços é de cobiça.
— Tu não a conheces, mas nós a conhecemos. — Afirmo ao que Tony senta do lado esquerdo da cama para tocar nos cabelos de Emma, mas para quando olho feio em sua direção o pateta dá um sorriso ao entender que puxou um dos meus.
— Foi mal. —Diz e começa a passar a mão no rosto da menina que é mais nova que ele uns três meses. — Vou ficar por aqui hoje. — Avisa tocando de leve em meu braço.
— Eu preciso de ir para casa, Julian já deve estar preocupada. São duas da manhã. — Informa Fred deixando os medicamentos na mesinha de cabeceira, já que não posso tomar de novo injetável. — Logo estarei aqui.
— Vou ficar aqui para cuidar dele. — Diz Tatiane não percebendo o quão impertinente é.
— Já tenho quem cuide de mim. Vaza garota. — Digo mais alto e noto que Emma está acordada.
— Descansa. — Pede Tony saindo com Fred atrás puxando a garota que não me encara a mim, mas sim a Emma com um olhar diabólico.
— Já podes abrir os olhinhos, escurinho. — Digo com um sorriso quando ela se afasta empurrando a manta para os pés. —Porque não abristes quando eles estavam aqui?
— Ouvi a voz daquela garota, ela me dá calafrios. — Diz saindo da cama me fazendo olhar para ela. — Posso vestir um t-shirt tua? — Questiona sem me olhar, envergonhada.
— Podes. — Digo apontando para uma porta que leva ao closet, que tem umas das partes vazias. — Ficaste melhor do que eu com essa t-shirt. — Elogio quando caminha rápido para voltar a sentar, possivelmente para não me deixar contemplar seu corpo.
— Posso? — Questiona levantando um pouco as cobertas que antes tapavam só a mim, e sei que é muito errado, mas aceno com a cabeça. — Tu precisas descansar. — Fala deslizando pelos lençóis até encostar seu corpo no meu e é como se recebesse um choque elétrico, ao sentir a pele dos seus braços e suas pernas nuas contra o meu que só tenho uma boxer preta vestida.
— Sei. Vem cá. — Peço tocando sem sua cintura e a aproximando ainda mais de mim. — Agora sim. — Digo respirando fundo para que não fique exitado.
Ao passo que comecei a olhar para a Emma como mulher foi pelos meus 14 anos afastei-me um pouco dela, nem que fosse só estarmos juntos sempre na rua e dentro do quarto só de porta aberta, mas a partir dos 15 me masturbava no banheiro do quarto com pensamentos dela, para ser franco ainda o faço mesmo que acabe de foder com alguma mulher o preciso fazer pensando nela ou meu pau não quer funcionar, por isso escolho sempre as mulheres de cabelos escuro.
Quando inclino a cabeça um pouco noto que voltou a adormecer, e com o calor do seu corpo no meu e sua respiração calma, também o faço rapidamente.
— Acorda, precisas tomar o medicamento. —A voz de Tony me faz abrir os olhos devagar.
— Que horas são? — Questiono olhando para Emma que dorme, mas não é isso que me faz sentar rapidamente e sim o fato do lençol estar quase aos seus pés, e sua bunda estar inclinada para cima, com uma calcinha verde-clara no meio daqueles dois montes de carne. E porra, Tony acabou de ver o mesmo que eu. — Porra! — Reclamo ao erguer-me rapidamente e inclinando meu corpo moído pela dor para cima do de Emma, voltando a tapar seu corpo. — Mas que merda!
— Calma, ela é como uma irmã para mim. E ao que parece continua a não saber dormir. — Diz e me leva a erguer uma sobrancelha, puta mania que tenho de fazer isso quando incomodado.
— De que merda, estás tu a falar?
— Esqueces que eu e ela temos a mesma idade? Andávamos na mesma escola… dormia no mesmo quarto que eu, quando ficávamos na casa uns dos outros, ela roubava o lençol e a cama aparentemente ficava mais pequena com ela lá. — Diz e dou um sorriso, notando que é verdade.
Emma está esticada de uma ponta para a outra e uma das suas pernas, está dolorosamente em cima do meu pau.
— Vamos lá. — Diz me ajudando a levantar depois de eu ter colocado a mão por dentro do lençol para retirar a perna de Emma de cima de mim, delicadamente.
— É…— Digo respirando fundo, sabendo que a dor vai retornar.
— Um …dois, três. — Incentiva Tony habituado com aquele ato, depois de eu já ter passado até por situações piores. — Precisas de ajuda? — Questiona ao entrarmos no banheiro, mas somos interrompidos, pela voz de Tatiane.
—Eu posso ajudar. — Diz ao que nós nos voltamos em sua direção, e como se não fosse nada a cabra me observa de cima a baixo, e fixa seu olhar na minha cueca, que claro tem ostentada uma enorme de ereção. — Posso mesmo ajudar. — Fala mordendo o lábio.
— Não preciso de ajuda, sai. — Digo apontoando para a porta. —E quando descer não te quero ver na minha casa. — Aviso ao que ela nem disfarça.
— Eu ajudo. — A voz sonolenta de Emma por detrás da garota a faz dar um pulo no lugar, e como Emma é mais pequena passa pelo espaço que há de sobra perto da porta do banheiro, onde eu e Tony estamos, já que ele me estava auxiliar quando fomos encurralados pela garota, que nem sei como entrou e subiu até aqui.
— Emma, só vou levar Tatiane lá em baixo e falar com ela, algumas coisas. Depois venho ajudar com Tayler se vocês precisarem. — Explica nosso amigo, afastando de mim e aproximando da jovem morena que ainda está com carinha de sono. — Bom dia, pequena. — Diz dando um beijo em seus cabelos.
— Bem…. — Começa e me encara, vermelha de vergonha. — Chuveiro ou banheira? — Questiona olhando para os dois.
— Se entrares comigo, banheira. — Respondo tentando não fazer muito caso dela em minha frente com a minha t-shirt cinza, seus mamilos estão duros porque dá para serem notados pelo tecido fino, e a calcinha que bem a vi ao despertar ao seu lado.
— Mas… — Começa e prende o cabelo ao ver uns elásticos ali. — Tu não vais fazer nada, pois não? — Pergunta mordendo o lábio, não tentando ser sexy como a garota que saiu, mas com timidez.
— Não. — Digo aproximando dela, que mexe na torneira e no regulador da banheira. Quando fica ereta inclina-se para me conseguir olhar no rosto, já que nossa diferença de alturas ainda é grande, ela com um metro de setenta e eu, um metro e noventa e sete.
— Ty. — Sussurra sem nem perceber o quão é excitante, ela de olhos semicerrados, lábios entreabertos e minhas mãos puxando a t-shirt de seu corpo, depois dela ter retirado a calcinha minúscula e a ter pousado no mármore do lavatório.
— Linda. Ainda mais linda do que me recordava. — Digo tocando em seu rosto, e ela abre seus olhos pretos, mas tão transparentes. — Eu te adoro Emma. — Declaro e ela dá um sorriso.
— Minha vez. — Fala e meu cérebro maquiavélico me transmove para uma situação diferente, onde Emma se ajoelha na cama para conduzir meu membro babado a sua boquinha. Suas mãos frias tocam na minha cintura delicadamente e depois puxam meus boxers ao que a auxílio passando um perna rápido e os deixando cair no nosso meio, porque se ela tivesse se ajoelhado ou deitaria a prudência de lado.
— Vem cá. — Peço sentando numa das pontas da banheira com as pernas abertas levantando uma mão para a auxiliar a entrar para se juntar a mim. — Hummm. Porra! — Digo apertando meus braços contra ela, ao sentir a bunda dura tocar em meu pau duro, louco para entrar em ação.
— Tayler. — Sussurra quando deslizo meu corpo um pouco mais para baixo. — Quero virar. — Pede e a ajudo, mas acabo definido como uma má ideia, ter a mulher que sempre desejei de pernas abertas em meu colo.
— Emm! — Chamo quando seus dedos delicados começam a deslizar pelo meu rosto e meus ombros, me arrepiando e mantando de vontade no processo. — Emma! — Chamo de novo a fazendo me encarar, seus olhos estão dilatados, os seus seios saem da água conforme nós mexemos e seus mamilos estão pontuados na minha direção, exitados demais, para que não leve minha atenção para eles.
— Quê? — Pergunta sem entender o poder que ela tem sob meu corpo. — Não gostas? — Questiona perdendo o interesse de me apalpar.
— Não é isso, EMM. Estou excitado. — Digo e ela me volta a olhar e apoia uma das suas mãos nos meus ombros. — Emma! Tu percebeste o que disse? — Pergunto sentido a sua mão direita deslizando para o meio das minhas pernas. — Porra! Que pegada… — Digo ao sentir o seu aperto forte no meu pau, sua mão desliza para cima e para baixo, mudando a alternância do ritmo, mas não aguento e a puxo para mais perto do meu corpo, seus seios roçam a cada movimento nosso no meu peito.
— Eu… — Começa, mas já estou perdido no prazer, mas sem me esquecer quem está em meus braços pela primeira vez, a beijo delicadamente. —Ty… — Suspira quando entrego beijos e chapadas pelo seu pescoço, levo uma das minhas mãos até sua intimidade, o que me dá ainda mais prazer é encontrá-la molhada e quente não só pela água.
— Apertadinha. — Digo e ela geme tentando fugir de mim, mas a prendo em meus braços. — Nada de dois dedos para ti, por enquanto. — Explico e o olhar de pânico da garota me faz tirar a mão, e merda… sangue... — Emma, fala comigo? — Peço ao que a mulher em meus braços entrelaça os braços no meu pescoço rebolando em cima do meu pau, que está ansioso para festa. — Emma. — Chamo tocando em suas costas com carinho, porque ela e Lizz sempre irão receber isso da minha parte.
— Ty... Eu não sou virgem. — Diz e não acredito porque tinha sangue em minha mão, antes de a ter levado para dentro da água, mas mesmo assim ela é apertada em demasia.
— Como assim? — Questiono afastando seu rosto do meu corpo, mas ela não me encara. — Hey, escurinho deixa-me olhar para teus olhos, meu amor. — Peço e só depois de proferir é que entendo o que disse. — Mas que se foda, é isso mesmo que esta garota é, meu amor. Minha dona. — Penso sorrindo quando me volta a fitar.
— Eu….
— Hey, não há mal nenhum em não ser virgem, não é uma medalha e és tu quem tem que decidi a quem se entregar. — Digo mesmo que esteja irritado porque sonhei com o dia em que a ia ter em meus braços, mas se não foi um celibatário até ali não podia exigir o mesmo dela.
— Tayler, um dos amantes da minha mãe…— Diz e encosta a cabeça no meu peito. — Ele brincava comigo. — Fala e não me olha.
— Que merda tu estás para aí a dizer, Emma? — Questiono incomodado ficando ainda mais quando Tony entra na casa de banho sem bater. — Sai porra! — Grito com ele que se desculpa ao ver a jovem encolhida em cima de mim.
— Tayler deixa-me sair. Vou procurar um lugar para ficar. — Diz com a voz chorosa, e mesmo que esteja possesso de ciúmes tento ser o mais delicado possível levantando seu rosto, encarnado as lágrimas que deslizam por ele.
— Tu nunca vais sair daqui. — Declaro ao que ela me olha sem entender. — Vais contar quem foi esse homem?
— Homem? Não… monstro. — Diz me olhando fixamente até voltar a deitar sobe o meu corpo e com o meu coração batendo apressado e a raiva no cúmulo, mas a abraço.
— Vamos sair daqui. — Digo tocando em seus cabelos. —Agora, me diz quem foi?
— Não sei. — Diz acabando de vestir a mesma roupa.
— Como assim? — Questiono segurando a sua mão e a puxando para fora do quarto, nos levando para o quarto dela para que se possa trocar e ela o faz, sem se importar em despir em minha frente.
— Não sei. Ele colocava Tetrodotoxina quando vinha, ele conseguia me deixar calada, mas ao mesmo tempo ciente do que fazia.
—Ele não te penetrou. — Afirmo ao que ela me encara depois de vestir uma roupa lavada.
— Como tens certeza disso? — Questiona cruzando os braços em minha frente, e não resisto a puxo para o meio das minhas pernas, e ela também parece que quer aproveitar todos os momentos que tivemos separados porque suas mãos vão para meus cabelos.
— Porque és apertada, e só um dedo meu foi capaz de te fazer sangrar. — Digo irritado comigo mesmo por a ter magoado daquele jeito.
— Tens razão. Ele tinha prazer em colocar vibradores e estimuladores em mim e se masturbar em minha frente. —Diz e uma lágrima singela cai por seu rosto, ao que a puxo para um beijo. — Despois que foi para a faculdade acabei fazendo terapia regressiva, mas o rosto dele pelo que a médica terapêutica expus foi bloqueado pelo meu cérebro.
— E tua mãe? — Questiono despois de a beijar e voltamos para o corredor para pudermos ir tomar o pequeno-almoço, neste horário melhor almoçarmos de vez.
— Ela estava mais preocupada em conseguir descobrir a agenda do meu pai para saber para quando podia combinar os seus encontros. — Diz e aceita a minha mão com um sorriso ao nos aproximarmos da cozinha.
— Tayler, tu precisas colocar Tatiane na rua. Ela está completamente louca.
— Além de mal-educada. — Diz Lizz ajudado na afirmação de meu primo.
— Sei disso. Vou esperar pelo próximo combate e ao final a despeço. — Declaro puxando uma cadeira para Emma e mal ela se senta tanto em como os outros dois presentes reparamos nas várias cicatrizes que ela tem esbranquiçadas, além de uma em carne e avermelhada como se estivesse a ganhar infeção.
— Que foi isso menina? — Questiona Lizz a Emma que dá de ombros, e abaixa o olhar.
— Está tudo bem, senhora Lizz. — Diz baixinho sem olhar para ninguém e tenta puxar a beira do vestido para baixo.
— Isso está vermelho, infetado, Emm. — Digo tocando nos seus cabelos ao ver Tony trazer a caixa de primeiros socorros. — Deixa pelo menos desinfetar.
— Quem fez isso? — Questiona Tony de braços cruzados.
— Minha mãe. — Diz e tenta afastar a perna porque os arranhões são profundos.
— Tua mãe? — Questiona Lizz abismada.
— Sabia que ela era ruim, mas não tanto. — Comenta Tony porque tanto ele como eu deparamo-nos com muitas situações onde Glory era ainda mais ruim do que Catherine Watson, que esta nunca bateu num filho, pelo menos em mim.
— Essas marcas são todas de unhas? — Questiono colocando uma pomada antibiótica em cima daquele estrago em sua perna.
— São. Algumas, esta não. — Diz com um sorriso apontando para a mão direita.
— Ficaste com cicatriz, Emm. — Relembro ao que abana com a cabeça e os outros dois pedem para explicar a história, e o fazemos pelo almoço inteiro.
Tony quase sempre estava presente, mas quando seus pais se afastaram dos Stone, deixou de frequentar as duas casas quando as duas famílias estavam juntas. Mas meus dias eram muito melhores quando o pingo de gente, a escurinho vinha me azucrinar o juízo.
E agora com Emma aqui, mesmo sabendo do que ela me contou posso respirar fundo, porque de tudo o que pode vir a acontecer a mais certeza que tenho é que nunca mais a deixarei nas mãos daqueles malucos. E que irei descobrir quem foi o animal que a magoou.
Procuro sua mão e ela entrelaça nossos dedos e quando nos encaramos sorrimos um para o outro agora na sala de estar, onde estão mais o Fred e Julian, com o pequeno Marcus que chegaram depois do almoço para verem como estou.







