Capítulo 6

— O que precisas, Emm? — Questiona tocando em meus cabelos inclinando-se para tal ato já que estou sentada desde que todos se foram embora numa almofada gigante que ele tem em frente da janela enorme que dá para contemplar o jardim.

— Não sei. — Digo suspirando quando a sua mão b**e devagarinho na minha coxa para que me chegue para um lado e o mais interessante é o ver sentar ao meu lado.

— Não precisas de saber para já. — Assegura dando um beijo em meus cabelos quando me deito por cima do seu peito.

— Preciso de um banco. — Falo brincando com a t-shirt que ele tem vestida.

— Um banco? — Indaga sem perceber o porquê de ser o meu pedido.

— Consegui tirar dinheiro dos cartões de multibanco e mais algum presencial com o diretor do banco onde meus pais são clientes. — Digo levantando e ficando de frente para ele.

— Tu estás a dizer que ontem andaste pela cidade com dinheiro? — Questiona com os olhos fechados, mas suas mãos estão em punho.

— Sim. — Afirmo baixinho porque já ouvi ontem dos outros dois rapazes.

—Podias ter ligado. — Diz levantando e tenta tocar ao que me afasto.

— Claro que sim, até porque nós nos falávamos todos os dias. — Digo sarcasticamente e o homem enorme à minha frente ergue uma sobrancelha e gargalha.

— Estás a ser sarcástica, escurinho. — Fala o maldito apelido aproximando-se. — Não podias ter contato ou tu não terias ficado tanto tempo com a tua família.

— Não me importaria de ter saído de casa se isso significasse ficar ao teu lado. — Respondo a verdade, mas só depois é que entendo o peso das minhas palavras, contudo é tarde porque a parede de músculos já me prendeu em seus braços.

— Eu te amo, Emma. Mas minha vida não foi fácil. — Diz ao que inclino o corpo para trás para o puder visualizar. — E não vai ser, quando saio às ruas as pessoas me olham como se fosse traficante ou pior. — Fala calmo, porém seu olhar dá para notar a mágoa. — Bem, se nem meus pais foram capazes de me aceitar é pedir demais que a sociedade o faça, não é? — Indaga numa pergunta que parece ser mais retorica do que para mim.

— Não sei as outras pessoas, mas já te vi várias vezes ao longo dos anos desde que foi para a faculdade. — Conto a verdade e agora é a vez dele me segurar pelos ombros para me puder mirar nos meus olhos.

— O que tu queres dizer com isso? — Questiona e Liz que começava a caminhar em nossa direção afasta-se percebendo o tom de voz do patrão. — Não é o que estou a pensar, pois não? — Indaga e seu olhar implora para que negue. — Porra! — Resmunga voltando a segurar-me e se fosse outra pessoa a ter uma reação como esta teria me afastado, mas Tayler sempre foi muito emotivo, impulsivo, precisando de espaço para puder mexer e raciocinar. Mas a minha única certeza é que impossível de me magoar.

— Nunca foi sozinha lá. — Falo abraçando a sua cintura.

— Não estás a conseguir me fazer ficar mais calmo, Emma. Aquele local é cheio de homens, e tu és linda. — Diz me puxando para um beijo diferente de todos. — Vamos, que é melhor. Vou levar-te ao mesmo banco que eu. — Fala me puxando escadas acima.

— Estou pronta. — Falo o encontrando parado no meio do meu quarto, mas quando ia a uma das milhas malas, elas já não estão lá. — As minhas malas?

— No lugar certo. — Diz me apertando em seus braços. — No meu quarto, és minha Emma. Nunca deixaste de ser.

— Eu… Nós ainda, não… — Gaguejo sem saber o que dizer. — Talyer. — Sussurro com o pouco de voz que me resta quando de repente estou indo de encontro ao colchão e ele por cima de mim.

— Nunca mais fales, isso Emma. — Pede dando um beijo no meu pescoço e sinto a pressão dos seus lábios. — Não só vivo de sexo. Por muito que queria entrar aqui dentro e em todos os locais possíveis. — Comenta e sua mão espalma por completo meu sexo por cima dos shorts cinza.

— Tu estás… tu não estás a… — Não consigo acabar porque o mesmo que me atirou para a cama me ergue rapidamente em seus braços.

— Irei entrar aqui um dia também, amor. — Diz dando um tapa na minha bunda. — Temos tempo, Emma. Não fiques magicando coisas nessa tua cabecinha linda. — Assegura dando um outro beijo. — Agora, dá para cá essa mochila nem morto te vou deixar andar na rua com ela.

— Ninguém sabe o que tem aí dentro, Ty. — Reclamo descendo as escadas devagar.

— Não importa. Olha para a minha cara, Emma. Achas que alguém é capaz de se aproximar de mim? — Questiona abrindo a porta e me puxando para a garagem que se abre e mostra um SUV preto e uma mota Honda de alta cilindrada.

— Eu me aproximaria. — Digo dando um beijo depois de estarmos já no quentinho do interior do carro.

Quando chegamos no Popular Bank, na 43 com a 14, a uns 10 minutos de carro do banco onde meus pais têm seu dinheiro e investimentos. Tayler, conversa com as rececionistas e ao que parece é conhecido por aqui, e agora estamos dentro de uma sala onde já nos ofereceram bebidas.

— Senhora Stone, nós temos umas regras um pouco diferentes dos outros concorrentes, e devido à quantidade do valor que deseja depositar e abrir conta é necessário um segundo titular. — Fala o homem que cumprimentou Tayler e depois a mim, e que se apresentou com Welch.

— Emma? — Tayler me tira dos pensamentos tocando em minha mão com carinho. — Precisas de alguém que tenhas confiança, baby.

— Tu. Talyer ficará como o segundo titular. — Digo e ele pede uns minutos a sós comigo e o homem disponibiliza a sala para que possamos conversar.

— Tu tens certeza? — Indaga tocando no meu rosto com sua mão enorme. — Emma?

— Tayler, a verdade é que não há outra pessoa em quem possa confiar. — Digo e não me deixa acabar e me puxa para um beijo. — E o pior é que ainda não percebemos o porquê dos meus e teus pais querem me casar com o teu irmão.

— Eu sei. — Concorda abrindo a porta para o homem voltar a entrar. — Cuidado que a partir de agora posso roubar tudo teu.

— O melhor tu já roubaste. — Falo baixinho quando o senhor Welch se vira para um armário para retirar uma máquina de contar dinheiro.

— Emma! — Implora tocando na minha perna e apertando-a ao que remexo excitada porque seu toque me aquece como se estivesse dentro de uma sauna. — Eu amo-te. — Declara pela segunda vez e suspira ao entender que não pronuncio o mesmo.

— Tayler, menino vocês vão jantar há mesma hora de sempre? — Questiona dona Liz com um sorriso.

— Sim, só vou tomar um duche. — Diz e segue em direção às escadas me deixando sozinha no meio da sala.

— Menina? — Chama Liz tocando em meu braço com carinho não como minha mãe, que neste ato já me teria fincado suas unhas.

— Talyer, algumas vez trouxe alguma mulher para aqui, em casa? — Questiono e ela me dá um sorriso, puxando meu corpo para a cozinha com ela.

— Não. Ele nunca trouxe ninguém e acho que nunca passou uma noite com alguma. Bem, não é nenhum santo, mas nunca deixou ninguém entrar porque é o teu lugar. — Fala dando um tapinha carinhoso na minha mão.

— Eu já volto. — Digo já correndo escadas acima.

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