Capítulo 8

— Nunca vi Tayler tão sorridente como hoje. — Comenta Julian com um sorriso.

— Conhecem-se há muito tempo? — Pergunto sentando num banco de madeira que tem no pátio.

— Há uns três anos desde que comecei a namorar com Fred e bem, depois casamos e agora o pequeno Marcus já vai fazer um ano.

— Hum. — Digo acenando com a cabeça em sua direção olhando para o jardim que está num caos.

— Ele gosta de ti. O Fred sempre implicava com ele, mas agora sei o porquê de não deixar ninguém chegar muito perto. — Fala sentada ao meu lado e ficamos numa conversa boa até à hora dos rapazes nos chamar para jantar.

— Então, Emma… quando vamos ter a tua presença na Hakakã? — Questiona Fred no meio do jantar.

— Ela não vai nunca mais lá... — Declara Tayler bebendo um pouco de água, dos homens presentes é o único a não beber nada alcoólico.

A sua equipa técnica chegou há pouco tempo e todos foram muito agradáveis e cordiais para comigo, isso claro pode ter sido só porque Tayler me colocou entre seus braços ao me apresentar a todos. Pelo menos, Tatiane se sentou na última cadeira ao lado de um jovem com o cabelo rapado e cabeça tatuada, Victor tem 19anos que é o enfermeiro, ao que aparenta foi o último homem a ser aderido ao grupo.

— Talvez na próxima luta. — Digo mordendo o lábio e a mão grande de Tayler por debaixo da mesa encontra minha perna a apertado.

— Nem pensar.

— Quando fores manda mensagem assim também vou lá. — Avisa Julian ao que Fred a encara e ela só pisca para o marido.

— A próxima luta é no sábado. — Fala Tony ao que o primo atira a garrafa vazia em sua direção. — Ah, qual é, sabes que se ela não for connosco irá sozinha como fez das outras vezes.

— Prendo-a em casa. — Diz entre os dentes ao que me viro em direção a ele que está sentado ao meu lado.

— Atreve-te, grandão. — Sussurro e o seu olhar é de puro desejo.

— Não achas que és um pouco fora do normal de Tayler para estares ao lado dele? — A voz enjoativa de Tatiane atrás de mim me faz ficar arrepiada.

— E tu não achas que ele já é grande para saber o que quer da vida? — Reclamo continuando a olhar para o jardim pela janela, já que começou a nevar.

— Tatiane, deixa-te de coisas ou não vais conseguir pagar a faculdade se Tayler te despedir. — Lembra Julian atrás de nós duas, fazendo a garota dar um sorriso horripilante.

— Ele nunca vai fazer isso. — Fala segura de si mesmo. — Ele ama os meus serviços. — Assegura deixando a frase com sentido duplo e sai porta a fora.

— Eles nunca tiveram nada, pelo menos que Fred saiba. — Afirma Julian ao meu lado.

— Disseste bem, que os outros homens sabem. — Digo tocando no vidro.

— Esse jardim é lindo de mais para estar abandonado. — Comenta bebericando sua cerveja.

— Sei. — Digo e voltamos a assuntos diversos deixando de lado a vida sexual de Tayler.

— Pequena? — Tayler entrelaça os braços na minha cintura quando todos se vão embora quase às 22horas. — Tudo bem?

— Sim, só perdida em pensamentos. — Digo tocando num dos seus braços tatuados que me apertam sem ferir, sinto segurança assim no meio do corpo dele.

— Fala. — Pede contra o meu pescoço. — Expõe o que tanto pensas.

— Tu e Tatiane já tiveram alguma coisa? — Questiono fazendo força até me libertar do aperto dele e colocando meu corpo contra o vidro da janela.

— Não. E não gosto dela… — Fala suspirando. — Dei a oportunidade de trabalho para que pudesse concluir a sua licenciatura, mas não mostrou caráter depois dos primeiros dias. — Diz e me puxa para contra seu corpo de novo.

— Ela deu a entender que vocês tiveram ou tem um caso. — Digo chateada contra seu peito.

— Não tenho nada com ela, nunca tive nada sério com nenhuma das mulheres, era puro sexo. — Fala segurando meu rosto com as suas mãos enormes. — Contigo é diferente, Emma.

— Eu sei. — Digo ficando nas pontas dos pés para chegar até seus lábios. — Eu amo-te, Ty.

— Eu sei. — Afirma convencido me empurrando contra o vidro e sinto sua mão debaixo da t-shirt. — Não podemos aqui. — Diz me erguendo em seus braços.

— Acho que não quero nunca mais subir escadas. — Brinco tocando nos cabelos compridos dele.

— Será um prazer ter teu corpo colado ao meu sempre. — Diz trancando a porta ainda comigo em seus braços. — Agora, vamos ver essa lingerie de novo. — Fala segurando na t-shirt a retirando rapidamente do meu corpo.

— Ty. — Sussurro quando seus lábios tocam meu peito ainda coberto com o soutien.

— Linda. — Elogia levando as mãos para as minhas costas abrindo o fecho, me libertando da peça. — Tão linda. — Fala roucamente e leva os lábios molhados para um dos meus seios.

— Tayler… — Gemo quando a sua língua desliza para o meio das minhas pernas e toca no meio da minha vagina. — Ty…. — Grito quando morde meu clitóris e seus dedos se movimentam pelas minhas dobras.

— Deixa vir, Emm. — Demanda e como se um choque elétrico atingisse meu corpo, porque minhas costas arqueiam e meus olhos se cerram com força. — Delicioso. — Ouço sua voz cheia de desejo, mas continuo indo com o orgasmo. — Abre os olhos, escurinho.

— Oi. — Digo e tenho certeza de que estou corada e fico ainda mais ao sentir o meu sabor pelos lábios dele. — Ty...

— Precisamos ir com calma. — Fala rouco e seu corpo se aumenta perante o meu. — Apertada. — Diz mordendo o lábio inferior ao tentar entrar no meu interior. — Relaxa, meu amor. Será mais doloroso. — Informa tocando com uma das mãos no meu rosto e limpando uma lágrima.

— Tayler! — Grito e meu rosto se contorce com a dor. — Ty…. Dói.

— Eu sei. Sinto muito, Emma. — Diz abaixando seu corpo até ficar colado ao meu. — És minha por completo meu amor.

— Eu te amo. — Digo inclinado os quadris para o encontrar, porque mesmo com o rasto de dor conforme se move uma fisgada de prazer começa a surgir.

— Emma, estou tentando não te magoar. — Reclama mordendo em meu pescoço.

— Não te controles. Não dói assim tanto. — Peço o puxando para um beijo, e meu corpo parece que tem vontade própria pois volta a rebolar contra o dele.

— Porra! Apertada. — Resmunga apoiando-se num braço e saindo quase por completo de dentro de mim para entrar forte, me deixando sem ar. — Meu deus! — Seus movimentos começam a aumentar e suas mãos e boca deslizam e mordem qualquer espaço que ele encontre.

— Tyy! — Grito quando meu corpo fica rígido, e ele urra e deixa-se cair por cima de mim.

— Emma... Emm, fodeste ainda mais com a minha vida... — Fala sorrindo, mas parece que ao mesmo tempo reclama. — Como conseguirei viver depois de te ter se algum dia tu te fores?

— Sempre estarei ao teu lado. Amo-te, grandão. Mas és um pouco pesado demais para mim. — Digo ao que ele se apoia em seus braços, me beijando calmamente e começa a afastar-se e sai de dentro de mim.

— Vem. — Pede e me arrasta pelos pés, me erguendo facilmente. — A água vai ajudar. — Explica entrando comigo dentro da banheira.

— Hum. — Gemo sentido a água quentinha no meu corpo.

— Magoei-te muito? — Questiona me limpando já de novo no quarto.

— Não. — Digo e abaixo o olhar envergonhado por o estar a observar.

— A apreciar a vista? — Questiona me fazendo entender que percebeu. — Podes o fazer pelo resto das nossas vidas. — Assegura me puxando contra ele, e nos deitando com a minha cabeça em seu peito.

— Eu amo-te. — Digo caindo no sono.

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