Melinda
Eu e a Júlia estávamos curtindo. Eu sei… eu sou mãe, mas o Thomas cuida muito bem da minha menina. Fiquei dois anos inteiros sem trabalhar só pra cuidar da Luna. Só agora estou voltando pro mundo — pro caos. Tento esquecer o passado, mas os traumas sempre voltam, latejando. Por mais que eu tenha me elevado, eu tenho um bloqueio enorme em me relacionar de novo. Sempre acho que vão ser iguais ao Pablo.
Esse cão consegue estar na minha vida desde sempre… e sempre vai ter parte de mim: Luna.
– Quer dizer que tu tá há quase quatro anos sem se relacionar com ninguém? – Júlia perguntou quando entramos na balada, luzes piscando, o grave da música vibrando no chão.
– Não é que eu não me relaciono, é que na hora do “vamos ver”, a porra trava – falei, entrando no camarote.
– Fala sério? Logo tu? – ela riu debochada.
– Tá me chamando de quê? De puta safada?
– Tu É uma puta safada viciada em sexo, amiga – ela gargalhou, já pedindo bebidas.
Eu ri também, balançando a cabeça.
– Talvez esse s