Pablo Narrando
Eu já estava tomado por uma fúria que eu mesmo não reconhecia. Parecia que algo dentro de mim tinha pegado fogo. A arma pesava na minha mão, mas o ódio pesava mais ainda.
— Eu vou te matar, Melinda! — rosnei, apontando a arma para ela e para o cara ao lado.
Ela levantou as mãos, desesperada, lágrimas caindo como se escorressem direto do medo.
— Eu não fiz nada, Pablo. Acredita em mim, por favor… — a voz dela saiu fraca, trêmula.
— Cala a boca! — explodi. Eu estava cego, na adrena