Sr. Marcus viajou com a filha como havia prometido. No jato particular, o silêncio entre eles era cúmplice, não havia necessidade de palavras. Ambos sabiam exatamente o que estavam tramando. Para Lorena, a viagem já era uma vitória. Em sua mente, o jogo estava ganho.
Enquanto isso, no apartamento de Alerrandro, o clima era outro. Alerrandro repousava na cama, o rosto ainda pálido, mas os olhos atentos. Cada movimento era cauteloso, como se o corpo ainda testasse seus próprios limites.
Victor, agora presente, havia contratado Mery para cuidar da recuperação do primo. Ela aceitou o pedido com relutância, mas também com gratidão, afinal, Victor já ajudou ela quando ela mais precisou.
Mery estava ao lado da cama, os cabelos presos em um coque prático, o jaleco impecável. Ela ajustava o estetoscópio nos ouvidos enquanto Alerrandro a observava. Seu olhar sério que calculava tudo.
— Quando poderei voltar a trabalhar, doutora? — perguntou ele, com um meio sorriso cansado.
— Ainda é muito cedo