Lorena saiu do hospital como um furacão. As solas dos saltos ecoaram pelo estacionamento vazio, cada passo mais pesado que o anterior. Abriu a porta do carro com brutalidade e a bateu com força, fazendo o vidro vibrar. Seus olhos estavam marejados, mas não de tristeza, era raiva pura, fervendo sob a pele. Ela não tinha conseguido ver Alerrandro. E isso a corroía por dentro.
Enquanto acelerava pelas ruas da cidade, o volante apertado entre os dedos, sua mente girava em círculos. Victor. Milena. Mary. Todos contra ela. Mas ela ainda tinha uma carta na manga: uma irmã idêntica a ela.
Mas no hospital, o clima era outro.
Milena havia entrado no quarto de Alerrandro, o coração apertado, mas determinado. Do lado de fora, Victor permanecia no corredor, encostado na parede fria, os braços cruzados. Observava Mary preencher um formulário sobre a prancheta, os traços firmes e concentrados.
Ele se aproximou devagar, passando a mão pelos cabelos, um gesto nervoso que tentava disfarçar o desc