Lorena saiu do hospital como um furacão. As solas dos saltos ecoaram pelo estacionamento vazio, cada passo mais pesado que o anterior. Abriu a porta do carro com brutalidade e a bateu com força, fazendo o vidro vibrar. Seus olhos estavam marejados, mas não de tristeza, era raiva pura, fervendo sob a pele. Ela não tinha conseguido ver Alerrandro. E isso a corroía por dentro.
Enquanto acelerava pelas ruas da cidade, o volante apertado entre os dedos, sua mente girava em círculos. Victor. Milena.