— Você sabe quem sou eu?... — Lorena cruzou os braços com força, os dedos cravando na alça da bolsa como se quisesse esmagá-la. Seus olhos faiscavam de raiva, e a mandíbula trincada denunciava o esforço para conter-se. — Não gosto desse tom de voz. Ainda mais... vindo de uma pessoa assim como você.
A jovem à sua frente ergueu o queixo, os olhos fixos nos de Lorena, sem piscar.
— Não importa quem você é. — respondeu com frieza, os braços firmes ao lado do corpo. — O que importa é que aqui é um hospital, e não aceitamos arruaceiras como você. Fez uma pausa, o olhar cortante. — Aliás, meu nome é Mary. Doutora Mary, pra você.
— Escuta aqui, sua... — Lorena deu um passo à frente, o dedo em riste.
— Escutar o quê, mulher doida?! — Mary ergueu a voz, o rosto ruborizado. — Eu já mandei você parar! Por acaso não sabe que aqui é um hospital?!
Num rompante, Lorena avançou, os olhos arregalados, o corpo tenso como um animal prestes a atacar. Foi quando Victor, que até então permanecia ao lado de