Alerrandro permaneceu em silêncio por alguns segundos após a última frase de Victor. O ar parecia mais denso, como se o tempo tivesse parado para absorver o peso da revelação. Ele não desviou o olhar, apenas respirou fundo, os olhos fixos no primo.
— Você dormiu com ela... — repetiu, não como uma acusação, mas como uma constatação. — Se ela descobrisse que você estava usando ela para tentar descobrir algo... você poderia ter sérios problemas.
Victor assentiu, sem desviar o olhar.
— Eu precisava ter certeza. Precisava ver com meus próprios olhos que ela continua a mesma. Que não há redenção. E... precisava me aproximar daquela gravação...
Alerrandro se recostou na poltrona, os olhos perdidos por um instante. Depois, soltou um leve suspiro e balançou a cabeça.
— Que gravação?... — Perguntou inclinando-se um pouco para frente.
— Havia uma câmera no local onde ela assassinou o meu pai... Porém antes que eu conseguisse pegar, Lorena tinha pegado. — Explicou. — Eu não sei se ela guardou...