— O próprio — respondeu Victor, entrando sem esperar convite. Seus olhos percorreram a sala com curiosidade, mas logo se fixaram na mão esquerda de Alerrandro. A aliança.
Alerrandro recostou-se na poltrona de couro, os cotovelos apoiados nos braços da cadeira, os dedos entrelaçados diante do rosto. Seus olhos estavam fixos em Victor, tentando decifrar o que havia por trás daquele reencontro repentino.
— Onde você esteve esse tempo todo? — perguntou, com um tom mais brando, mas ainda carregado de desconfiança. — Sente-se. Com certeza precisamos conversar.
Victor caminhou até a poltrona à frente da mesa e se sentou com calma, cruzando uma perna sobre a outra. Seus olhos verdes, intensos, não desviavam dos de Alerrandro. Havia algo ali, um peso, uma verdade prestes a ser revelada.
Ele inclinou-se levemente para frente, apoiando os cotovelos nos joelhos, e murmurou:
— Você não sabe de nada, não é?
Alerrandro franziu o cenho, confuso.
— Como assim?... — perguntou, a voz mais baixa, quase u