Lorena permaneceu imóvel por um minuto inteiro, os olhos fixos na porta que Alerrandro acabara de atravessar. O som do clique seco ainda ecoava em sua mente como um tapa. Ele se foi. Sem olhar para trás. Sem sequer encará-la. E ela sabia, de maneira alguma ele permitiria que ela voltasse ao apartamento.
A raiva começou a subir como fogo em suas veias. O rosto, antes impecável, agora estava tenso, os lábios trêmulos, os olhos ardendo. Ela se levantou com um movimento brusco, os saltos batendo forte no piso de mármore, e virou-se para o pai com fúria nos olhos.
— E como eu fico?! — resmungou, a voz carregada de indignação. — O senhor vai mesmo aceitar isso? Eu sou a esposa dele! Não posso ser tratada dessa forma!
Sr. Marcus se levantou devagar, ajeitando o robe com calma, como se tentasse manter a compostura diante da tempestade que se formava diante dele. Seus olhos, porém, estavam sérios, quase cansados.
— Lorena... infelizmente eu não posso fazer nada. — disse, com voz firme, mas sem