Theodoro Lancaster
Arthur entrou no banco da frente sem dizer uma palavra. Leydi, ao meu lado, com as mãos repousadas nos joelhos, também em silêncio. O motorista deu partida, e o clima no carro era denso, sufocante. Dava pra ouvir o som distante das buzinas, a música instrumental baixa vinda do rádio… mas o que realmente se impunha ali era o silêncio ensurdecedor do meu pai.
— Se quiser falar alguma coisa, fala logo. — resmunguei, ainda olhando pela janela.
— Ah, eu vou falar. — ele se virou n