O sol da tarde entrava pelas grandes janelas do hospital, dourando o chão encerado e projetando sombras longas sobre as paredes brancas. Era um contraste quase cruel com o que Abigail sentia por dentro.
Sentada na beira da cama, já vestida com roupas comuns, ela ouvia os últimos cuidados que a enfermeira explicava — recomendações sobre repouso, alimentação, pontos, medicamentos. As palavras chegavam aos ouvidos dela, mas pareciam distantes, como se estivessem acontecendo em outro lugar.
Luiza,