Quatro dias de silêncio

O sol da tarde entrava pelas grandes janelas do hospital, dourando o chão encerado e projetando sombras longas sobre as paredes brancas. Era um contraste quase cruel com o que Abigail sentia por dentro.

Sentada na beira da cama, já vestida com roupas comuns, ela ouvia os últimos cuidados que a enfermeira explicava — recomendações sobre repouso, alimentação, pontos, medicamentos. As palavras chegavam aos ouvidos dela, mas pareciam distantes, como se estivessem acontecendo em outro lugar.

Luiza, ao lado, ouvia atentamente cada detalhe, fazendo perguntas e anotando tudo num pequeno bloco. Marcos estava próximo à porta, com os braços cruzados, a expressão fechada. Sérgio permanecia em silêncio, encostado discretamente à parede, os olhos atentos a cada reação de Abigail.

— Você está liberada, Abigail. — disse a enfermeira, com um sorriso delicado, embora cauteloso. — Qualquer sinal de tontura, sangramento ou dor forte, volte imediatamente. E tente descansar… o máximo que puder.

Abigail ass
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