Era madrugada e o quarto estava silencioso quando Regina entrou, guiada mais uma vez pelo enfermeiro cúmplice. A respiração suave de Abigail indicava que ela dormia, mas, ao sentir a aproximação da mãe, seus olhos se abriram devagar, atentos, como se já esperasse por aquela presença.
Regina se aproximou com delicadeza ensaiada, sentando-se na cadeira ao lado da cama.
— Como você está, minha filha? — a voz saía doce, coberta por uma camada de falsa ternura.
Abigail a observou por alguns segundos