Era madrugada quando a porta do quarto se abriu devagar, deixando passar apenas um feixe tênue de luz do corredor. Regina entrou em silêncio, como vinha fazendo nas últimas noites, os passos contidos para não chamar a atenção de ninguém. Havia adquirido quase uma rotina secreta: esperar que tudo estivesse calmo, que os corredores mergulhassem no silêncio, para então buscar aquele momento só dela com a filha.
Abigail já a esperava sentada na cama, ela sabia que a mãe apareceria.
— Mãe... — começ