A segunda-feira amanheceu cinza, como se até o céu tivesse desistido de fingir que tudo estava bem.
Abigail caminhava pelo campus com passos automáticos. Os seguranças a acompanhavam discretos, mas mesmo assim ela se sentia sufocada. Não pelos olhos dos seguranças, nem pelos dos alunos ao redor — mas pelos próprios pensamentos, cada vez mais barulhentos. A cada passo, o som das lembranças ecoava como gritos dentro dela, o beijo, o toque, o sussurro de promessas perdidas. E depois, o vazio.
O va