A noite caiu sobre o hospital como um manto silencioso. Os corredores estavam mergulhados em uma penumbra tranquila, iluminados apenas pelas luzes suaves que vinham das luminárias de emergência.
No quarto, Abigail dormia profundamente, ainda sob efeito dos sedativos e da exaustão física e emocional do parto. Seu rosto sereno contrastava com a intensidade do dia que haviam vivido.
Sérgio, sentado na poltrona ao lado da cama, observava o pequeno berço transparente próximo à janela. O bebê dormia tranquilo, emitindo respirações leves e compassadas. O coração de Sérgio, embora ainda apertado pela lembrança das horas de medo, finalmente encontrava algum alívio.
Ele se levantou devagar, esticando as costas. Precisava de um café — qualquer coisa para espantar o cansaço e manter-se alerta. Lançou um último olhar para os dois, mãe e filho, e saiu discretamente do quarto, fechando a porta com cuidado.
O corredor estava quase vazio, exceto por uma enfermeira de plantão atrás do balcão e o som di