Eu não chorei.
Não porque não doía.
Mas so parecia mais. Nem o direito de sofrer em voz alta.
O tapa ainda ardia. Não só no rosto, mas na alma. Nunca ninguém tinha encostado a mao em mim daquela forma.
Nem as freiras.
Sentei no chão frio do quarto, encostada na parede, com os joelhos contra o peito e a cabeça enfiada entre os braços. O silêncio ali dentro era tao pesado quanto o baque que me tirou o ar segundos antes.
A dor era nova. Mas o que mais machucava era a decepção.
Não com ele.
Comigo.