CAPÍTULO 10
GABRIELA NARRANDO
Já tinham se passado horas e nada do Guga aparecer.
Eu já tava cansada de ficar ali no camarote.
O tal do Caveira já tinha ido embora, e meu pai também tinha se despedido de mim.
A Mayra não parava de se insinuar pro Tiago, e isso — por mais que eu não quisesse — me incomodava.
Não sei por quê.
Eu precisava tirar esses sentimentos do meu coração.
Afinal, nós somos primos… e não pode acontecer nada entre a gente.
Me levantei e fui até o banheiro, sentindo o olhar do Tiago me acompanhar.
A Mayra continuava sentada ao lado dele, bebendo e rindo.
No banheiro, fiz xixi, lavei as mãos e, quando tava saindo, um cara agarrou meu braço.
— E aí, princesa… tá perdida aqui sozinha? — ele falou, me segurando com força.
Os olhos dele estavam vermelhos, e o cheiro de álcool era forte.
— Me solta, por favor! Tu tá me machucando! — falei, tentando soltar meu braço.
— Que isso, gata… só quero uma noite contigo, nada demais. — disse, me puxando pro beco atrás da quadra.
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