CAPÍTULO 28
GABRIELA NARRANDO
Acordei e não acreditei onde eu estava.
No quarto onde morava com o Guga.
Deitada na cama, com as pernas e os braços amarrados.
Comecei a chorar, pensando no meu pai e no Tiago.
Meu Deus… tomara que eles venham me buscar logo.
Fiquei um tempo ali, orando e pedindo proteção a Deus, até que o Guga abriu a porta do quarto e me encarou com os olhos vermelhos.
— Seja bem-vinda de volta à sua casa, meu amor. — ele disse, sorrindo igual a um psicopata.
— Por que tu tá fazendo isso comigo, Guga?
Tu sabe que não podia chegar perto de mim.
Agora o comando vai vir em peso pra cima de tu! — falei, e antes que pudesse reagir, senti o rosto arder com o tapa que ele me deu.
— Cala a boca, sua vadia desgraçada!
Isso tudo é culpa tua, e agora tu só sai do meu lado morta! — ele gritou, me segurando pelo pescoço e apertando até eu quase ficar sem ar.
Quando comecei a fraquejar, ele me soltou e saiu do quarto, batendo a porta com força.
Fiquei ali, chorando e sentindo o gos