CAPÍTULO 32
GABRIELA NARRANDO
Já se passou um mês desde o meu sequestro.
Foram dias difíceis, noites horríveis, cheias de pesadelos com o Guga me perseguindo. No começo, eu acordava gritando, chorando, com o coração acelerado. Mas o tempo, a fé e a terapia me ajudaram a colocar a cabeça no lugar.
Hoje eu posso dizer que estou melhor, mais leve… quase curada.
Meu pai convidou a gente pra jantar lá hoje à noite, e eu já tô pronta, esperando o Tiago, que ainda tá no banho.
— Bora, amor — ele fala descendo as escadas, todo cheiroso, o perfume dele tomando o ar da sala.
— Vamos — eu respondo sorrindo.
Ele pega na minha mão e a gente sai de casa. Subo na moto e, em poucos minutos, já estamos parando na frente da casa do meu pai.
A dona Maria aparece na porta antes mesmo da gente bater.
— Oi, querida, como você tá? — ela pergunta me abraçando.
— Tô bem, graças a Deus. — respondo sorrindo.
— E aí, tia, suave? — o Tiago fala abraçando ela.
— Que “tia”, menino? — ela responde dando um tapa leve