9- GABRIELLA

CAPÍTULO 9

GABRIELA NARRANDO

Tomei um banho, passei hidratante no corpo e fiz uma maquiagem leve.

Vesti meu vestido, uma calcinha fio-dental preta e a sandália nova.

Passei perfume e deixei o cabelo solto — com cachos nas pontas.

Desci pra sala e fiquei esperando o Júlio, que ainda não estava em casa.

Logo ele chegou já arrumado — todo lindo, trajado de Lacoste.

Ele é um otário, mas não deixa de ser um moreno lindo e gostoso.

Com certeza tomou banho em algum dos barracos onde leva as putas dele.

Ele me olhou de cima a baixo e falou:

— Tu tá muito gostosä, Gabriela. Eu sempre tive bom gosto. Não quero que tu saia de perto de mim.

Ele me deu um selinho, segurou minha mão e me levou até o carro.

Entramos e fomos em direção à quadra.

Chegamos em frente à quadra. Ele desceu, eu desci também.

Ele segurou minha mão e me puxou pra dentro.

Percebi os olhares dos vapores sobre mim, e as putianes do morro me olhando de cara feia, cochichando.

Mas eu nem liguei.

Subimos pro camarote.

Quando cheg
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