CAPÍTULO 30
GABRIELA NARRANDO
Quando o Franjinha me tirou de lá eu senti um alívio muito grande, saber que eu estava longe dele era bom demais.
–Estamos indo pra onde? — eu pergunto pra ele.
–A minha coroa tem uma casa aqui perto, vou te levar pra lá e vamos cuidar disso. — ele disse apontando pro meu rosto. Só aí eu fui olhar no retrovisor do carro e ver que eu estava acabada: com o nariz sangrando, um corte no canto da boca e o olho inchado e roxo. Na hora eu me desesperei e comecei a chorar.
–Ei, calma, tá tudo bem agora. Eu tô contigo e não vou deixar ninguém te fazer nada. — ele disse segurando na minha mão.
Paramos de carro em frente a uma casa bem simples, ele abriu a porta do carro pra eu descer, abriu o portão e depois a porta e me chamou pra entrar. Eu me sentei no sofá e ele foi pra cozinha; depois de algum tempo voltou com uma bacia com água e uma toalha de rosto. Molhou a toalha na água e começou a limpar meu rosto com cuidado, e eu fiquei tentando decifrar esse homem qu