CAPÍTULO 11
GUGA NARRANDO
Quando cheguei no quarto e vi ela ali, deitada, toda frágil, com uma camiseta grande, eu confesso que o coração doeu.
Mas acho que já é tarde demais pra tentar consertar tudo que fiz com ela.
Sentei do lado da cama e ela me olhou assustada.
— Me perdoa, Gabriela. — falei, passando a mão no rosto dela.
Ela não respondeu. Só começou a chorar.
Eu a abracei.
— Me perdoa por todo o mal que já te fiz… e por não estar contigo hoje, quando tu precisou de mim. — falei e dei um selinho nela.
Ela me olhou surpresa.
— Eu preciso ir dar um jeito no desgraçado que tentou te tocar.
Tu vai ficar bem sozinha? — perguntei, vendo que ela ainda chorava sem parar.
Peguei o rádio e chamei o TH.
📱
Guga: E aí, TH.
TH: Fala aí.
Guga: Dá um trato no Neguinho pra mim.
Eu vou ficar cuidando da minha mulher, ela precisa de mim.
Silêncio do outro lado.
Guga: Tu escutou o que eu disse?
TH: Claro. Pode deixar comigo.
Ele desligou o rádio.
Mas eu já saquei o tom.
TH tá prestativo demais co