Os corredores de pedra fria do castelo de Durang ecoavam passos leves, mas apressados. Eliara caminhava lado a lado com Lerna, as mãos juntas à frente como se segurassem a si mesma. Desde o último encontro, a dama de companhia tornara-se mais do que um apoio discreto: Lerna era um pedaço raro de calma em meio àquela tempestade silenciosa que consumia Eliara por dentro.
— Você tem dormido pouco outra vez — observou Lerna, num tom que misturava repreensão e afeto.
— Como posso dormir sabendo que…