O salão das concubinas cheirava a mirra e sangue.
Eliara ajoelhava-se sobre grãos espalhados no mármore polido. Suas mãos estavam atadas para trás com uma fina tira de couro cru, que apertava sua pele até cortá-la. Kora, sentada numa cadeira de veludo rubro, observava com os olhos semicerrados, saboreando o momento como quem degusta um vinho raro.
— Achei que as lobas eram fortes — murmurou Kora, revirando um anel de esmeralda nos dedos. — Mas essa aí... não geme nem chora. Que graça tem iss