NARRADO POR ANTONELLA BELLINI
Giovani partiu me deixando ainda ali, deitada na cama.
Seu cheiro ainda colado no lençol, seus dedos marcados no meu corpo, e um silêncio entre as paredes que gritava.
Eu não queria que ele fosse.
Mas sabia... Os negócios o chamavam — e se não fossem eles, ele não seria quem é.
E, mesmo sem toda a dor, também não seria meu.
Doía.
Meu corpo latejava, mas era uma dor boa, uma dor que vinha do amor.
Dos sinais.
Dos caminhos que estavam se abrindo, mesmo entre ruínas.