Narração por Giovani Ferreti
O céu era bastante escuro, as ondas do mar bastante revoltas quando decidi não ir embora. Podia ter partido, deixado a poeira dos pneus apagar os rastros daquela noite insana, mas preferi a areia fria sob os pés e o sal ardendo nas narinas. Permaneci ali. Esperando. Por ela.
Antonella.
A mulher que não deveria ser minha, mas que agora era o único nome que fazia sentido em minha boca.
O ronco do carro foi o aviso. Não precisei olhar pra saber quem era. O velho Belli