NARRADO POR ANTONELLA BELLINI
A areia ainda estava quente, mesmo com a brisa fria da madrugada batendo no meu rosto.
Meus pés afundavam lentamente, como se o mar quisesse me puxar, como se ele também quisesse que eu desaparecesse com ele. Deitei perto das ondas, ainda vestida, com o vestido grudando no corpo pelo sal das lágrimas, não do oceano. O céu, cheio de estrelas, me lembrava que o mundo era grande demais, e mesmo assim eu só conseguia pensar em um nome: Giovani Ferreti.
Ele tinha ido.
E