A noite caiu pesada sobre os telhados da nova fortaleza. O vento assobiava entre as torres como um presságio antigo, e a lua, quase cheia, parecia observar tudo lá do alto — silenciosa, cúmplice, julgadora.
Aurora caminhava pelos corredores escuros como uma sombra. Não queria ser vista, não ainda. Darius dormia, exausto depois de uma reunião com os anciãos das duas matilhas. E ela… precisava fazer aquilo sozinha.
O ventre pesava. Não fisicamente — ainda não. Mas o lobo que crescia dentro dela p